domingo, 25 de janeiro de 2009

Mais que Gisele

Nunca havia visto charme em sardinhas. Muito pelo contrário. Até alimentava um certo ar de rejeição. Achava aquelas pintinhas rubras um defeito. Preconceituoso que eu era. Ignorante até. Para mim, somente as ruivas apresentavam essas bolinhas. Depois de 2008, tudo mudou. Sardinhas passaram a ser belas.

Minha ignorância foi se extinguindo. Decidi ir atrás. O que, realmente, eram aquelas bolinhas? Descobri que as sardinhas eram mais freqüentes em pessoas de olhos e peles claras, pois essas são mais sensíveis ao sol. As sardinhas têm até um período de vida. Estão em maior quantidade nos adolescentes. Muitos, para minha surpresa, chegam a fazer tratamentos e até cirurgias para eliminá-las de seus rostos.

Reparei que Gisele Bündchen – sim, a übermodel saída de Horizontina, aqui no Pampa – ostenta sardinhas. Belas sardinhas, por sinal. E, se uma das mulheres mais bonitas do mundo possui as tais pintinhas, por que razão eu iria achá-las feias?

Uma das. Pois a mais bonita delas circula muito próximo daqui. Brilhando, com cabelos, pele e olhos claros. E, claro, com sardinhas. As mais charmosas que eu já vi. Elas destacam sua dona de longe. Acompanhadas de um belo par de olhos azuis, franja, e botas de cano alto, as belas sardinhas, por onde passam, arrancam suspiros, aceleram corações, fazem descuidados deixarem cair suas folhas.

Não há quem não pare o que estiver fazendo. Tarefas urgentes tornam-se supérfluas. Tudo pelas sardinhas. Agora, só me resta aguardar o fim da diferença de horas entre hoje e amanhã. Afinal, nunca se sabe até quando irá o privilégio de poder admirar tal dádiva. Quando terminar, procurarei mais pintinhas.

Texto publicado para a disciplina Redação em Relações Públicas, em agosto/08. Depois, muita coisa mudou.

Nascido para socializar

Ele é um animal marinho que ganhou mais simpatia mundial através do simpático personagem “Flipper”, estrela do seriado e do filme com o mesmo nome. O golfinho foi o escolhido pelo Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas para ser a mascote das Relações Públicas. Mais precisamente, o golfinho rotador, justificado pelo Conferp como “um dos animais mais comunicativos e sociáveis do planeta”.

A grande inteligência dos delfins é motivo de muitos estudos por parte dos cientistas. Em cativeiro, é possível treiná-los para executarem grande variedade de tarefas, algumas de grande complexidade. Ademais, são extremamente divertidos. Nenhum animal, com a exceção do homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas, como alimentação e reprodução.

Conforme a Portaria Número 63/2003 do Conferp, a escolha deu-se pelo fato de que o golfinho rotador é um dos animais mais comunicativos e sociáveis do planeta. Tanto o golfinho, quanto o profissional de Relações Públicas precisam de pesquisas científicas mais bem aprofundadas. Além disso, ambos estabelecem diferentes formas de comunicação para interagirem com seus públicos.

Texto publicado para o site RRPP Atualidades

Assessoria de Imprensa: Cabe a Jornalistas ou Relações Públicas?

A prática de Assessoria de Imprensa é mais bem feita por Jornalistas ou por Relações Públicas? Essa é uma disputa dentro da qual estão envolvidos estudantes e profissionais de duas áreas da Comunicação Social. Há diversos pensamentos: algumas pessoas acreditam que é função exclusiva de uma dessas áreas; outras, que é uma atividade a ser feita de forma integrada.

Em primeiro lugar, é necessário explicitar quais são as designações de uma Assessoria de Imprensa. Seu principal objetivo é estabelecer e manter elos entre organizações ou pessoas com a mídia, criando uma relação de credibilidade para firmar-se como uma boa fonte de informação.

E, dentre as áreas citadas, quem é a responsável por administrar relacionamentos, sendo a mediadora entre público e entidade? Relações Públicas, certamente. É a principal premissa de RRRP.

Estabelecida essa relação, a Assessoria deve focar-se na elaboração de press releases, que contenham notícias da organização e que sejam de interesse público, para divulgá-los no momento adequado e para mais de um veículo de comunicação.

E são os Jornalistas quem têm mais experiência na elaboração de textos, já que convivem diretamente com esse encargo, embora essa não seja uma qualidade específica deles. São eles também os mais indicados ao relacionamento direto com os colegas de Jornalismo, pois sabem o que é relevante aos meios de comunicação e como eles atuam.

Ainda é uma grande função da Assessoria a tarefa de criar situações que favoreçam a imagem positiva do representado perante a opinião pública.

Novamente estamos tratando de uma função primordial da prática de Relações Públicas. É ela a responsável por criar uma identidade organizacional favorável junto aos seus públicos. O mapeamento, bem como o estudo de possíveis reações da opinião pública é outro posto de RRPP.

Também é tarefa exclusiva de Relações Públicas trabalhar com a Comunicação Organizacional, utilizando-se de diferentes ferramentas, buscando a compreensão do funcionamento de uma organização para administrá-la melhor. Estamos falando de mais uma função da Assessoria de Imprensa.

Formada em Jornalismo, a apresentadora da TVE-RS Lena Kurtz vê que a Assessoria de Imprensa “mesmo contando com um Relações Públicas, deve obrigatoriamente estar presente um Jornalista”. Ela ainda acrescenta que “há o risco de o Jornalista perder a isenção devido ao jogo de interesses”. Lena também pensa que “o Relações Públicas tem a vantagem quanto à aproximação junto às pessoas, sendo um aglutinador. Seu outro mérito é que o RRPP pode criar fatos para virar notícia, enquanto o Jornalista apenas noticia”.

Por seu lado, a professora Neka Machado, formada tanto em Jornalismo quanto em Relações Públicas, afirma que existem legislações em ambas as profissões. “O que conta é o mercado de trabalho, que exige a competência”, afirma a docente. Ela deixa claro que é necessário que os profissionais parem com a “ignorância de disputa de campo, pois, caso continuem, outras áreas podem se interessar pela Assessoria”.

Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, há normas rígidas quanto ao trabalho de Jornalistas em Assessorias de Imprensa. Eles acabam perdendo provisoriamente seus registros, ficando, assim, proibidos de trabalharem em veículos de imprensa. O que vale dizer que, enquanto estão exercendo a função de Assessor, eles não são Jornalistas.

Essa disputa é um tema deveras polêmico. Certamente, se prolongará por mais alguns anos. Talvez, o mais correto e benéfico seria integrar, em uma Assessoria de Imprensa, tanto Jornalistas, quanto Relações Públicas, já que ambos têm condições intelectuais para a função. A Assessoria é um setor muito amplo, com distintas necessidades, e cada um desses profissionais é necessário para cumprir os objetivos dela. Desde que sejam competentes, dedicados e eficientes, a titulação será mero detalhe.

Texto publicado no site RRPP Atualidades

Perfil no site RRPP Atualidades

(eu gosto muito de escrever... perdão se você não gosta muito de ler)

Muito prazer. Felipe Hammes Rodrigues. Neto, filho e irmão de Jornalistas. Mas isso não quer dizer que eu tenha seguido o caminho deles. Mesmo que tivesse interesse, hoje - friso: hoje - sou um convicto estudante de Relações Públicas, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Ingressei no primeiro semestre de 2007. Agora, em 2009, tenho 21 anos, completados em 22 de janeiro.

Não que eu ache difícil falar sobre mim, mas decidi procurar assuntos legais para pôr no meu perfil. Seria clichê demais ficar na mesmice de falar somente de temas relacionados à atividade de Relações Públicas (PS: por mim, não precisaria desse ‘atividade de’, porém o Professor Simões pede). Depois eu falo disso. Tem tempo.

Mas, continuando, as pessoas devem saber – ao menos, pensar - que eu sou um cara sério. Minha foto sugere isso. Segundo um colega: “pinta de empreendedor”. Tá aí. Gostei. Empreendedor. Diferente de mim, meus outros colegas, certamente, porão fotos deles em festas. Baladeiros. Estão em seus papéis de Errepês, é claro. Ir a festas e, o principal, cantar “Parabéns a Você” quando alguém estiver de aniversário, conforme diz a Professora Berenice. Berê, para os íntimos, diz que nós, (ex-) estudantes de Cerimonial e Protocolo, devemos sempre cumprir com esse protocolo.

Bom, voltando, um cara tão sério que entrei no “amigo de todos”, o Senhor Google, para buscar “tais assuntos legais”. Já que estou tentando me definir, escrevi: “significado nome”. Obviamente, querendo saber o significado de meu nome. Mesmo que eu já soubesse (e sabia). “Amigo de cavalos”. Oras! Nunca, sequer, cheguei perto de um cavalo. O mais perto disso foi um pônei. Um minicavalo. Porém “ágil”, salienta Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Ah! Disso eu lembro! Lá no Beto Carrero. Sofri na pele, ou melhor, na sela, daquele minicavalo ágil. E isso, definitivamente, não me fez amigo dele. Muito menos do cavalo em tamanho normal.

Outra coisa legal é que, neste site, não tem somente o significado do nome. Aparecem também acepções a respeito de pessoas que tenham o nome começado pela letra Efe. Portanto, se você se chama Fabiana (o), Fabíola, Fausto, Fernanda (o), Fuad, ou Fu-Shi, preste atenção: Segundo esta página, essas pessoas gostam que todos as admirem, e não economizam gentilezas e simpatias. Também diz que “adoram ser o centro das atenções”. Hahahahaha! Admito. Adoro ser o centro das atenções. Eu e os outros Efes.

Continuei no Google. Dessa vez, decidi procurar por “signos”. Nunca dei valor a horóscopos. Mas tem gente que gosta, né? Vai saber. Por via das dúvidas, vou compartilhar o que encontrei. Uma seção (com cê-cedilha pois refere-se a departamento) chama-se “Como irritar cada signo”. Não sei que fundo de verdade tem nas sentenças, mas elas são, ao menos, divertidas. E fiéis. Já que estamos, ou melhor, estou, falando de mim, procuro dicas de como irritar um “Aquariano”. A mim, no caso. O site aconselha: “Faça-se passar por burro, tapado, e ainda queira ter razão” e “Pergunte sempre: 'O que é que você está pensando?'”. Eu gostaria de ter inventado isso. Concordo com tudo. Se quiserem me deixar irritado, sigam as dicas. Em especial, a 'se passar por burro'. Mais especial ainda, se for algo relativo à Língua Portuguesa. Como diria Olavo Bilac, 'A última flor do Lácio'. Por favor, não assassine nossa Língua na minha presença. Ou faça e veja minha cara de repulsa.

Há também a seção “Horóscopo Revoltado”. Como o próprio nome sugere, as designações são... revoltadas. O Site diz que a pessoa de Áries “Quer chegar ao poder nem que tenha que f... todos em sua volta”. Meu Deus! Não quero ser f pontinhos por um Ariano. Minha sorte é que, segundo a página (a página, a página, a página; não tenho nada a ver), falta inteligência a ele, o que o impede de chegar ao poder. Por outro lado, o aquariano “Nunca segue os padrões. Isso faz dele um metido nojento. Se acha o moderninho. Acha que está à frente dos outros signos do zodíaco”. Que prepotente esse aquariano!! Certamente passarei a confiar mais nos horóscopos daqui em diante - e acompanhá-los diariamente também. Se você está perdido, não sabe quem é, consulte um. Principalmente este “Horóscopo Revoltado”.

Meus sinceros parabéns se você conseguiu chegar até aqui. Sem sombra de dúvidas, é uma nova pessoa. Realizada, bem definida, esclarecida. Aprendeu um pouco dessa tão valorizada cultura. Se quiser, pode até parar por aqui. Agora, falarei dos assuntos que um Rela..., digo, estudante de Relações Públicas (abstrai), deve tratar.

Tenho interesse por diversas áreas. Não defini uma específica ainda. Mas, por enquanto, gosto de Assessoria de Imprensa, Cerimonial, Pesquisa de Mercado e Responsabilidade Social (sobre a qual falarei em breve). Espero que não tenha esquecido alguma. Devo ter esquecido; afinal, só disse quatro. Mas as áreas mais legais, na minha humilde opinião, são: Eventos e Marketing, que também pode ser tarefa de Errepês. E é por uma delas que deverei dedicar meus esforços.

Para finalizar, gostaria de comentar brevemente sobre minha relação com Responsabilidade Social. Me considero uma pessoa muito engajada nisso. Principalmente na péssima relação álcool/direção. Estou quase sempre vestindo a camisa. Literalmente. Minha grande companheira é a camiseta promocional do Grupo RBS: “Violência no Trânsito – Isso tem que ter fim!”. E sei que apenas usar uma camisa não basta. Por isso, procuro conversar, sempre, com amigos que saem à noite com carro. É uma burrada sem tamanho arriscar sua vida por uns goles de cerveja. É fato notório que qualquer droga (aí, não apenas o álcool) altera os reflexos da pessoa, diminuindo a concentração, a velocidade das reações, e reduzindo a inibição, dando sensações de “eu posso tudo” ao volante. E peço para que pensem bem. Não queiram estragar, não apenas as suas vidas, mas, também, as de suas famílias, amigos, e outras que não tenham nada a ver com seu “porre”, mas que possam se acidentar com você. Beber e dirigir, correr no trânsito, realmente, é o fim!

Enfim, acredito que seja isso. Sucesso a todos!


Texto adaptado, publicado no site RRPP Atualidades

Mais um Blog

É. Mais um. Antes, era o Uma Baita Jogada, sobre Marketing Esportivo. Depois, o Ano de 88. Acho que era esse nome. Algo assim. O segundo foi relâmpago. Um texto. Depois parei. Assim como fiz com o primeiro. Mas esse passou do primeiro texto.

Agora, decidi escrever de verdade. Quer dizer. Escrevi de verdade. Pois, os textos que postarei aqui, já estão escritos. Não há muito ineditismo neles. Até há em alguns. Contradição. Alguns, foram lidos por algumas pessoas. Outros, só por uma: Almir, professor da PUCRS.

Bom. O que estiver aqui é resultado das aulas de Produção de Mídia Impressa e Digital e de Redação em Relações Públicas. De repente, pode constar algum texto que eu tenha feito em outro lugar e achado conveniente.

Sem mais prolongamentos, este é meu Portfolio. Decidi criá-lo para juntar meus textos de acadêmico de um jeito legal.